Cresce o desinteresse pelos Moto Fest.
É crescente o número de Motociclistas que se lançam em viagens a passeio individualmente ou em pequenos grupos, preferindo esta prática a ir aos famigerados Moto Fest’s ora organizados e mantidos por especuladores da boa vontade alheia.
A exceção dos aniversários de MC e MG, os até então tradicionais Moto Fest, concorridos e disputados estão dando lugar à máquina comercial que se utiliza dos Motociclistas para satisfazer à ganância e a autopromoção.
A tradição está acabando.
Antes que seja tarde, temos que adotar postura contrária aos abusos que estão sendo cometidos em nome do Motociclismo nato, prior é que estão se utilizando da nossa boa vontade, da nossa abnegação, dos nossos recursos, das nossas Motocicletas.
Não se trata de utopia, mas é incontestável que um Município, ao organizar um Moto Fest, levará para a sua cidade muitos benefícios: marketing nacional; ICM; ISS; empregos temporários; taxa de hospedagem; consumo de alimentação; movimentação no comércio lojista etc.
Enfim, o Município obtém lucros financeiro e de publicidade. Todos ganham.
Será que para organizar um Moto Fest é imperativo submeter-se aos especuladores? Moto Fest se transformou em um meio de vida?
É verdade! Somos brasileiros, nossa memória é curta, além do que, invertemos valores. Quem deveria defender os interesses dos Motociclistas, por legitimidade, se entrega às baboseiras virtuais, enchem o saco dos outros com prosopopéias e encartes político partidário, incomodam com puxasaquismos e melindres, amantam a realidade com subterfúgios abjetos, pior que agridem os olhos e as mentes com textos recheados de erros gramaticais.
Nossa memória, falha por conveniência, ignora que o portador da CNH de Motociclista mais antiga do Brasil está enfermo em um Hospital; despreza o MG mais antigo da Bahia, a sua História, os seus feitos; repudia aqueles que tentam restabelecer os critérios mor do Motociclismo; se regozija pelos insones feitos autopromocionais e desprovidos do menor resquício de altruísmo.
A busca da simpatia pessoal ou do politicamente correto faz do homem uma peça carnavalesca e, por vezes, dantesca.
Bem, como Rui Barbosa disse que um dia o homem teria vergonha de ser honesto, quem sou eu para dizer mais..., me resta recolher à minha vergonha, a honra foi relegada aos devaneios madrugada a dentro.